Now Playing Tracks

 É clichê e patético dizer que não amarei mais, que já sofri demais e todas essas putarias melosas, mas a real é que ainda não encontrei aquela pessoa que me faça me apaixonar de verdade. Vejo que até hoje, todas foram apenas distrações, foram momentos intensos e prazerosos, que no final me fizeram mais mal do que bem. Agora, cadê a pessoa que me faça bem? Um bem que supere as mágoas, as dores de cabeças, brigas e cobranças? Alguém que me faça realmente me apaixonar…

cs

Não me animo mais. Cade a motivação? Aventura? Paixão? Só tem insignificância, monotonia e nenhum motivo para colocar um sorriso no rosto! Cansei de tentar parecer alguém feliz o tempo todo, alguém que está sempre bem. Na boa, ninguém se importa com o que falo, então para que me importar também? Não quero mais me apegar! A ninguém. Aproveitarei sempre que puder, serei sincero, serei verdadeiro, mas não estarei sempre de coração. Ele já não bate como antes.

cs

Sobrevivi a mais uma semana. Não foi tão fácil assim. Ignorei os problemas, coloquei um sorriso no rosto, ergui a cabeça e segui em frente. Enfrentei situações nada agradáveis, que me desestruturaram na hora, mas nada que eu não pudesse superar. Embora tivesse a vontade de falar coisas que, por muito tempo ficaram entaladas em minha garganta, fazendo meu coração doer, eu me calei. Me calei, porque quem não se importa, merece meu silêncio e meu desprezo. E agora, estou cansado, mas continuo vivendo. Pronto pra mais uma semana com aquela rotina de sempre, mas sempre esperando que algo bom aconteça, desejando que os dias sejam melhores. E, mesmo que a vida me mostre o contrário, eu acredito que tudo possa melhorar.
Marcello Henrique.  (via errografia)
Escrevia a vida. Escrevia sentimentos. Escrevia tudo que sufocava por dentro. Tudo que queria falar, mais não tinha ninguém pra ouvir. Talvez até tinha, mais não se importariam. Lá escrevia amores, escrevia acontecimentos, sorrisos, lágrimas, tudo. Escrevia dores e as vezes relia isso, ouvindo uma música triste. Escrevia os livros que lia, os contos que gostava. Escrevia os finais felizes que conhecia e os que desejava pra si. Escrevia sobre os ventos que sopravam em sua janela. Sobre as portas que batiam, sobre as pessoas que já foram embora. Escrevia por quem ficou de voltar e torcia pra algumas pessoas irem embora. Escrevia a solidão, escrever se tornava sua companhia. Escrevia perdões que não tinha coragem para dar, promessas de melhorar, novas maneiras para tentar sorrir. Escrevia que tudo iria melhorar, mesmo não acreditando naquelas poucas frases que esse tema lhe rendia. Escrevia sobre anjos lindos, ninando seus sonhos, espantando os pesadelos. Escrevia sobre a vida que queria e comparava com o inferno que vivia. Escrevia sobre chuvas que devastavam tudo, mais também escrevia com detalhes as cores do arco-íris. Escrevia o que ouvia, escrevia algumas mentiras. Escrevia ensaios de diálogos que nunca diria e escrevia coisas que nunca ouviria. Escrevia “Te amo’s” como se algum dia os ouviria. Escrevia o amor que não tinha e a falta que isso lhe fazia. Escrevia sobre as estrelas no céu e os nomes que algumas tinham. Escrevia algumas coisas que sabia, outras que inventava. Escrevia sobre um mundo de sonhos, que lhe era negado pela realidade. Escrevia toda compreensão que tinha e a pouca que recebia. Escrevia o que gostava, deixando de fora o que não lhe agradava. Escrevia como seria se fosse bonita, como achava que eram outras cidades. Escrevia onde estava, escrevia pra onde iria. Escrevia como era voar, mesmo que nunca tivesse voado. Escrevia como eram as emoções, sem conseguir fugir do vazio que sentia. Escrevia sobre amizades, mais nunca teve alguém pra dizer “Bom dia !”. Escrevia o que mudava com o passar dos anos e o que esperava dos novos anos que ainda viriam. Escrevia tudo que não vivia. Escrevia, sabendo que ninguém nunca leria. Assim fugia do mundo cruel que vive, tendo alguns momentos de alegria.
Alentador   (via coutes)

(Source: alentador)

Que jeito de se estrepar. Nenhum mapa. Nenhuma pessoa. Nenhum ruído, apenas vespas. Pedras. Muros. Vento, meu pau e minhas bolas balançando sem sentimento. Eu podia berrar qualquer coisa na rua e ninguém ouviria, ninguém daria a mínima. Não que eles devessem. Eu não estava pedindo por amor. mas tinha alguma coisa muito estranha. Os livros nunca falaram sobre isso. Mas as aranhas sabiam. Foda-se.
BUKOWSKI, Charles. Notas de um velho safado. (via nevou)

(Source: ovelhosafado)

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